Estive pensando em como os fatores psicológicos, nossas alegrias e frustrações, afetam nossos impulsos de compra. Então encontrei essa informação e resolvi partilhar com vocês.
O texto é de autoria de Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil, e foi publicado em 13/05/2014. Veja que interessante:
A maioria dos brasileiros (52% do total de entrevistados) fez alguma
compra por impulso nos três últimos meses. É o que revela pesquisa feita
em todo o país por meio do portal de educação financeira Meu Bolso
Feliz, divulgada hoje (13) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC
Brasil). Foram ouvidas 694 pessoas sobre a relação dos consumidores
brasileiros com o uso do crédito e as compras por impulso.
Os
produtos mais comprados por impulso nos últimos três meses foram roupas
(29%), calçados (19%), eletrônicos e celulares (18%) e
perfumes/cosméticos (12%). Por impulso, as mulheres compraram mais
roupas (33%) e calçados (19%), enquanto os homens compraram mais
eletrônicos e celulares (26%) e roupas (24%). A principal justificativa
dada pelos consumidores foram os descontos e as promoções.
O local onde as pessoas mais compram por impulso é o
shopping center: 35% do total de entrevistados disseram que as compras supérfluas foram feitas em
shoppings, seguido por 23% que informaram fazer isso por meio das lojas virtuais.
“Às
vezes parece imperceptível, mas fatores psicológicos, subjetivos e
emocionais exercem muita influência nas decisões financeiras. Por uma
questão de
status, algumas pessoas compram desmesuradamente
apenas para impressionar a família, os amigos e até mesmo o vendedor da
loja, para alimentar a autoestima. Sem planejamento, essas pessoas
adquirem produtos supérfluos e acabam se endividando excessivamente”,
disse José Vignoli, educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz.
A
pesquisa também apontou que 45% dos entrevistados não enfrentariam
grandes problemas ao pagar tudo à vista. No entanto, um quarto dos
consumidores admitiu que não conseguiria comprar sem parcelar. O crédito
é visto como algo positivo para a maior parte dos consumidores ouvidos
pela pesquisa. Para 52% dos brasileiros, o crédito é sinônimo de algo
positivo porque ajuda a realizar sonhos. Para 30%, é bom porque ajuda em
momentos de emergência e para 7% é algo ruim porque incentiva o
descontrole.
Um em cada três consumidores ouvidos pela pesquisa
demonstrou falta de planejamento com suas compras: 35% deles admitiram
não ter o hábito de olhar o extrato bancário antes de fazer uma compra
parcelada e 12% chegam a incorporar o limite do cheque especial e do
cartão de crédito ao orçamento disponível para ser gasto no mês.
Tirando o fato de que a compra por impulso pode causar sérios problemas financeiros, o que me fez pensar foi: por quê eu compro? Por quê tem alguns dias que parece impossível não comprar nada? Que tudo parece irresistível?...
Mas existem meios de evitar, que tal testarmos?
Neste site encontrei essas pequenas dicas:
Diariamente as pessoas estão expostas a promoções e
lançamentos de novos produtos uma vez que o consumismo tem sido cada
vez mais estimulado pelas grandes marcas e pela sociedade em geral.
Cada dia fica mais difícil resistir as novidades, e as pessoas tendem a
adquirir o hábito de comprar por impulso.
As compras por impulso são aquelas em que a
decisão de compra é tomada na própria loja e que não estavam
programadas pelo consumidor.
Para avaliar se a compra por impulso se
tornou um hábito é importante considerar se existe a reflexão sobre a
compra ou se a compra é feita sem nenhuma reflexão prévia, ou seja, “no
calor do momento”. Muitas vezes as mulheres se sentem seduzidas por um
acessório e acabam comprando, e quando chegam em casa percebem que já
tinham algo parecido na gaveta. Em situações como esta é possível
perceber que não houve reflexão a respeito da compra.
As consequências da compra por impulso podem
ser percebidas com o comprometimento do orçamento, desentendimentos
entre o casal, ou um mal exemplo para a educação das crianças.
Para saber discernir quando uma compra é
importante ou não, é preciso ser honesto consigo mesmo, e se questionar
sobre a compra antes de pagar. Refletir sobre a real necessidade da
compra pode ajudar, assim como pode ser interessante pensar sobre em que
situações o produto prestes a ser comprado pode ser utilizado e se
vale a pena o custo benefício.
Então, vamos lá, passo a passo, cada um em seu tempo, tentar mudar nosso comportamento de compra!