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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Vamos refletir?

Consumo, Logo Existo: A sociedade de consumo por Bauman e Baudrillard

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A sociedade contemporânea, a qual muitos definem como pós-moderna, é uma sociedade caracterizada por um discurso polissêmico, dito de outra forma, não há um sentido próprio ao ser, tampouco à vida. Desse modo, cabe ao indivíduo a busca por aquilo que lhe defina e, conseguintemente, lhe sirva de norte, dada a sua extrema liberdade.

Apesar de toda essa liberdade, existe uma lei, a qual todos ainda devem seguir, a saber, a lei do mercado. O mercado, assim, se apresenta como uma forma de sentido à vida, moldando a “personalidade” dos indivíduos e construindo os seus valores. Entretanto, na sociedade de consumo, as mercadorias não possuem apenas o valor de uso e de troca (visão marxista), mas, sobretudo, o valor simbólico. Isto é, os objetos passam a determinar um referencial para as pessoas.

Essa ideia é proposta pelo francês Jean Baudrillard, que aduz que os objetos possuem signos, os quais são impostos pelo sistema hegemônico. Ou seja, a sociedade por meio do sistema hegemônico, como a mídia, determina o valor que os produtos possuem, como slogans do tipo: “Se não é um Iphone, não é um Iphone”. Dessa forma, somos retribalizados segundo o que consumimos, já que não é a minha personalidade que me define, mas sim, o que eu consumo.

É nesse ponto que o mercado age, associando o consumo de determinados produtos com vidas bem sucedidas e felizes. Ao passo que aqueles que não consomem, ou consomem produtos “chinfrins” são tristes, infelizes e perdidos na vida. O mercado utiliza-se, portanto, do consumismo para definir aquilo que devemos ser (e ninguém projeta uma vida infeliz).

As mercadorias, nesse contexto, são analisadas pelo signo que comunicam – como uma vida bem sucedida – deixando de considerar a sua utilidade. Sendo assim, pouco importa se preciso ou não de determinado produto, essa relação está obsoleta, devo considerar o seu valor sígnico, ou seja, qual a mensagem que possuo ao consumir tal produto.

Nesse contexto de extrema liberdade, ser livre é poder consumir o que se deseja. Todavia, aceitando o “consumo, logo existo”, como brinde ganhamos a lei do mercado, e nela você não é apenas consumidor, é também mercadoria. Sendo mercadorias, como qualquer outra, somos analisados pelos signos que possuímos perante a sociedade. Assim, à luz de Zygmunt Bauman, buscamos pelo consumo aumentar o nosso valor sígnico, pois:
 “Na sociedade de consumidores, todos nós somos consumidores de mercadorias, e estas são destinadas ao consumo; uma vez que somos mercadorias, nos vemos obrigados a criar uma demanda de nós mesmos.”
Essa demanda de nós mesmos, como dito, é construída pelo que consumismos, posto que, em uma sociedade em que os valores são determinados por aquilo que se consome, faz-se necessário consumir para possuir valor, inclusive, enquanto indivíduos socialmente e sexualmente atrativos para o mercado. E não se esqueça de que há sempre outras oportunidades no mercado acenando com valores maiores.

Desse modo, quando não consumimos e, sobretudo, os produtos com valores sígnicos relevantes, ficamos fora do mercado. Em outras palavras, não somos socialmente aceitos. No entanto, não vejo sentido em adequar-se ou ser “socialmente aceito” por um sistema que cria escravos de si mesmos.

A tentativa de dar sentido à vida por meio do consumo parece-me uma tentativa frustrante, dado que não se conseguiu estabelecer um sentido à vida das pessoas. Pelo contrário, fortaleceu a lei do mercado, e aumentou ainda mais o vazio deixado pela morte de Deus e/ou da razão na medida em que a lei do mercado transforma cada vez mais as pessoas em mercadorias e sem pessoa humana de verdade é impossível estabelecer um significado valorativo para a vida.

É claro que há de se considerar a possibilidade de que a vida não possua sentido. Mas esse não é o cerne da questão, mas a tentativa de dá-la por meio do consumo, uma vez que apenas somos retribalizados, excluídos e tratados sem grandes diferenças em relação a uma barrinha de cereal (ser fitness está na moda).

Por trás do culto da liberdade pregado pela modernidade líquida, existem inúmeras ditaduras, como essa, a qual altera de forma substancial o pensar e o agir das pessoas, distorcendo a realidade e construindo uma hiper-realidade caracterizada pela perda do referencial de identidade, atendendo a uma imposição econômico-cultural.

Sendo assim, vivemos, produzimos e consumimos artificialidade. Mas se você é um consumista assumido (é difícil) não se preocupe, estamos em tempos líquidos, ninguém dá muita bola para nada. Apenas cuidado, pois como a lei que lhe rege é a lei do mercado, talvez possa amanhecer em uma vitrine em dia de liquidação.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Resultado 1 mês sem compras - prorrogação

O mês de julho acabou, e com ele acabou o desafio 1 mês sem compras! #SQN! Vou prorrogar o prazo para o mês de agosto também.
O que aconteceu no mês de julho? Será que cumpri todas as regras? Foi muito difícil?

Vamos às respostas...
No mês de julho me mantive firme e forte no desafio, até que chegaram as férias das minhas filhas e viajamos. Na viagem eu confesso que jaquei! Comprei coisas que não estavam na minha lista de permitidos. 
O que aconteceu foi que comprei sim, mas comprei de forma diferente, isto é, eu sabia que realmente precisava dos itens que comprei e os encontrei em valores muito abaixo do praticado na minha cidade. 
Claro que isso não justifica o fato de ter quebrado minhas próprias regras, mas, diferente do primeiro mês sem compras que fiz em 2014 (onde eu quase surtei de vontade de comprar), desta vez foi tranquilo. Vi diversas coisas interessantes, mas não senti vontade de comprar.
Outro aspecto interessante desse mês sem compras foi a fatura do cartão de crédito: meio 1/4 do valor habitual, e isso me deixou muito feliz!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Novo desafio: Um mês sem compras

Não foi de caso pensado, mas em julho de 2014 me propus o mesmo desafio (veja aqui), bem no começo do blog.
Decidi novamente passar 1 mês sem comprar.

O que eu posso comprar/consumir neste mês? Somente o essencial, o necessário mesmo:
Para isso, defini algumas regras sobre o que posso e o que não posso comprar:
Posso comprar:
- Alimentos;
-Produtos de limpeza;
-Medicamentos;
-Consultas médicas, odontológicas ou outros procedimentos necessários para a saúde;
-Combustível;
-Refeições fora de casa.
O que não posso (e não vou) comprar:
Todo o resto: roupas, sapatos, bolsas, acessórios, maquiagens, objetos de decoração, para artesanato... NADA, NADA, NADA.
Qual é o objetivo deste desafio? Repensar a minha relação com o consumo, observar o que preciso para ter uma vida tranquila e confortável, porém sem excessos.
O desafio começou dia 1º. No final do mês volto para contar como foi repetir esta experiência 3 anos depois.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Rebelião das máquinas?

Hoje me dei conta de algo assustador.

Eu estava na cozinha, preparando a refeição da família, quando abri a torneira... de água quente, e pensei: que maravilha, água quente, com pressão na medida!
Naquele momento a máquina de lavar roupas "tocou" sua música para avisar que o ciclo estava completo, e a roupa lavada e centrifugada.
Larguei tudo e fui colocar a roupa ... na secadora!
Ainda na área de serviço, conferi se a lava louças estava quase terminando...

Foi quando deu o estalo! Foi o momento do insight!
Neste momento percebi o quanto sou refém de máquinas e equipamentos, que me ajudam, que resolvem meus problemas, que me proporcionam conforto.
Aí me veio a imagem do filme "Eu, robô". Na minha mente, essa coisa de rebelião das máquinas se referia a robôs, como no filme. 

Mas hoje percebi que não.
As máquinas já dominam nossas casas, estão no nosso dia a dia, e nos tornaram totalmente dependentes.
Você se imagina sem máquina de lavar roupas? Sem liquidificador? Forno elétrico? Televisão? Computador?
Ainda estou em choque com o que percebi hoje. Espero que vocês também percebam, e que fiquem tão perplexos quanto eu.

Para refletir fica a pergunta: Será que já não estamos prestes a vivenciar uma "rebelião das máquinas"?

terça-feira, 16 de maio de 2017

Repassando: Você está se sentindo manipulado?

Escrito por Ligia Guelfi.




Hoje eu estava lendo uns artigos na net sobre Psicopatas e Sociopatas, e me surpreendi muito com um questionário que encontrei na Revista Superinteressante. Quem nunca encontrou um manipulador por aí? Sabe aquela pessoa humilde, legal, super "do bem", que quer te ajudar e se aproxima de você sem motivo aparente? Ou aquela pessoa tão boazinha que convive com você, que diz tudo o que você quer ouvir, mas exige que você seja uma outra pessoa e dance conforme a música que ela toca?
É, infelizmente existem muitas pessoas manipuladoras nesse mundo. Às vezes estamos totalmente envolvidos em um relacionamento com uma pessoa simplesmente ma-ra-vi-lho-sa, que surgiu na hora certa em nossa vida, que nos completa de maneira inigualável e que nos faz ser uma pessoa "melhor". Quem nunca sentiu isso? O problema é que essa pessoa tão "sangue bom" faz uma lista de exigências para permanecer ao nosso lado, nos isola de amigos, familiares e tudo o que estávamos acostumados e controla nossa vida, nosso tempo e nosso comportamento em tempo integral. Geralmente são pessoas que se mostram com um caráter elevadíssimo, são religiosas, falam de Deus e do Bem, parecem ser justas e super corretas, até mesmo nas pequenas coisas do dia-a-dia. Nos sentimos inferiores a tanta bondade e começamos a OBEDECER sem questionar, até nos tornarmos MARIONETES.
Bem, vamos aos comportamentos típicos das pessoas manipuladoras que devem nos deixar alertas:

 1) Não faz promessas para não se comprometer. Sua frase preferida é: “você não confia em mim”?
Geralmente, as pessoas manipuladoras não prometem muita coisa para evitar cobranças posteriores. Elas se dizem "confusas", "com medo", e com essa balela se eximem de assumir compromissos. Se você as aperta contra a parede, choram, dizem sentir medo e soltam a clássica: "Vc não confia em mim?", com cara de super magoadas. Aí você, como um patinho, se acha um monstro por ter duvidado de um ser tão angelical. 

 2) Não admite um erro e não pede desculpas. Pelo contrário, sempre tem excelentes pretextos para se explicar.
As pessoas manipuladoras NUNCA cometem erros. Quando aprontam alguma, jogam imediatamente a culpa em alguém. Mesmo sendo um erro explícito, se dizem perseguidas, injustiçadas, e acusam as pessoas de terem inveja e raiva de seu sucesso. Se você insistir na questão, novas lágrimas explodirão e uma nova explosão emocional ocorrerá. No final, a manipuladora passará por vítima e ainda dirá que está sendo maltratada por todos. Resumo da ópera: as lágrimas e reclamações sempre maquiam os erros que a manipuladora comete.

 3) Desconsidera as necessidades do outro, impondo a sua vontade.
Os manipuladores parecem ser pessoas muito humanas, mas na verdade não o são. Fingem se importar muito com os outros, mas no final só fazem aquilo que querem. São mestras em inventar doenças para não irem em lugares que não querem ir, e o mais incrível é que elas têm uma técnica muito ardilosa para influenciar os coitados que estão sob seu comando: a técnica do não impor. É assim: elas sugerem uma coisa e completam: "Veja, Fulano, é só uma sugestão. Não estou impondo nada. Me preocupo com você e sugiro que faça assim ou assado. Mas qualquer que seja sua decisão, você sabe que estarei sempre por perto para o que der e vier."
No final, elas sempre conseguem fazer suas vítimas tomarem as decisões mais favoráveis para si próprias.

4) É inflexível e só muda de opinião para concordar com alguém se tiver algum interesse nisso.
São pessoas que fingem seguir um rígido padrão de conduta, e defendem seus pontos de vista com um fervor inacreditável. Fazem isso para criar a fama de pessoas sérias, centradas, decididas e incorruptíveis. Mas  quando percebem que terão benefícios (principalmente financeiros), mudam sua opinião com o discurso: "ah, vamos arriscar" ou "decidi dar um voto de confiança para o Siclano"... CUIDADO!! Uma pessoa que muda de opinião de uma hora pra outra é MUITO suspeita!!

5) É capaz de se apropriar de ideias, desejos e opiniões alheias, colhendo para si mérito que não lhe pertence. 
Isso acontece muito em empresas. O manipulador colhe opiniões de pessoas que julga inteligentes e criativas, puxam o tapete dessa pessoa e depois aplica suas ideias e projetos como se fossem seus, sem revelar suas fontes, obviamente.

6) Adora se intrometer na vida particular das pessoas que lhe são próximas, sempre com o pretexto de querer ajudar.  
Essa história de se preocupar com o bem-estar dos outros, querer ajudar o máximo possível, querer mostrar-se amigas e solidárias é um grande trunfo para os manipuladores. A gente se sente querido e seguro quando alguém se preocupa conosco, não é mesmo? Só que o manipulador vai te envolvendo aos poucos, vai dominando todos os setores da sua vida, e quando você perceber, estará usando até mesmo as roupas que ele determina. Abra o olho! Preocupação integral com você foi tarefa da sua mãe, e não de amigos, parentes ou namorados (as). Uma pessoa que diz se preocupar tanto com você a ponto de te controlar não te ama, mas sim te usa para conseguir benefícios próprios. Não se deixe dominar!

7) Diz coisas que provocam mal-estar, mas não se importa a mínima com isso.
O manipulador sempre vai criticar seus amigos mais próximos, seus parentes, seu emprego, seu estilo de vida. No início, essas críticas serão suaves, mas depois se tornarão mais intensas. Tudo isso tem o intuito de te fazer se sentir um LIXO, e achar que sua única salvação é permanecer obediente ao lado de um ser tão elevado e luminoso quanto ele. 

8) Muitas vezes transmite a ideia de que se sacrifica por alguém ou por alguma causa, mas é puro marketing.
As pessoas manipuladoras a-do-ram fazer drama. Vão te contar histórias super tristes de suas infâncias, de relacionamentos desfeitos, de ofensas recebidas. Fazer papel de vítima é seu principal objetivo. Elas vão chorar, contar situações em que foram ofendidas/humilhadas/agredidas, vão dizer que não querem reagir aos insultos por serem pessoas evoluídas espiritualmente, e com certeza vão soltar a blague: "Já perdoei Beltrano, na verdade oro todas as noites para que ele encontre seu caminho e seja feliz"... Oh meu Deus, que pessoa boa, né? Que maravilha!!! Vc vai olhar para tamanha bondade e pensar: "Como pode uma pessoa ser tão incrível? Levou pedradas e perdoou, ohhh Senhor, que pessoa mais forte e pura de coração!"... CUIDADO!! Isso não é normal. Pessoas que choram por tudo, que fazem preciosismo com situações pequenas, que sempre se dizem perseguidas, que se acham feias e desajeitadas estão querendo COMPRAR a sua confiança dando uma de humildes.  NINGUÉM é tão bonzinho assim!!!

9) Usa chantagem emocional para controlar os outros. Faz com que as pessoas se sintam diminuídas e acuadas, fragilizando-as.
As pessoas manipuladoras sempre choram e fazem drama. Isso é típico. Dizem estar "muito mal", "precisando de colo", "precisando de um ombro amigo" toda vez que são contrariadas. Adoram bradar aos quatro ventos o quanto são maltratadas e humilhadas. Aí você, muito crédulo e inocente, acaba cedendo e fazendo de TUDO para que seu anjo de luz não se sinta triste. Abre o olho!!!

Lendo sobre psicopatas, é comum termos a informação de que eles são insensíveis emocionalmente. Ok, mas isso não quer dizer que um psicopata não possa se FINGIR de emotivo para te dominar, certo? Tome cuidado com pessoas que exigem demais de você, que dizem te amar e te aceitar como você é, mas agem de maneira contraditória querendo mudar sua vida e moldá-lo da maneira que ELAS querem. Se você é bagunceiro, a pessoa que realmente te ama vai te aceitar assim, se você gosta de torrar dinheiro, você será amado dessa maneira, pois as pessoas que realmente te respeitam e te amam vão entender que essas características fazem PARTE DE VOCÊ. Quem te ama vai te respeitar do jeito que você é, não vão ficar forçando e esperando que você mude ou "seja uma pessoa melhor". Não deixe as pessoas manipuladoras te usarem! Se imponha! Aprenda a dizer NÃO!!!
Se você leu tudo isso e desconfia que está dormindo com o inimigo, faça um teste: quando a pessoa vier te pedir uma coisa, diga simplesmente um NÃO e observe atentamente sua reação. Veja como ela tentará te influenciar usando as técnicas descritas acima. Ou então retire uma regalia que esta pessoa tem e espere o drama. Ou ainda: na próxima confusão que vier, dê razão abertamente à outra pessoa que não seja a manipuladora. Você vai se surpreender com os resultados!!!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Para pensar: Minimalismo, modismo e mudança de comportamento?

O minimalismo é sobre ter menos coisas e aproveitar a liberdade de ter menos, acreditando que o menos significa mais felicidade, contentamento e alegria.

O minimalismo vai contra a tendência geral da nossa sociedade ocidental. Desde pequenos, recebemos diversas informações do meio que nos cerca. Uma destas informações diz que seremos felizes quanto mais coisas tivermos e melhor ainda se estas coisas forem as mais novas e modernas e cobiçadas. Em síntese: quanto mais você tiver, mais feliz você vai ser.
Eu sei que você já ouviu também o contrário disso, que o ter não importa, que o que importa é ser. Mas a tendência é que você (e eu) escute isso, ache bonito para logo em seguida começar a ter vontade de comprar uma outra coisa, seja um novo sapato – para completar a coleção de cores ou para não ficar fora da moda – ou o último objeto de desejo tecnológico, uma nova TV, um carro, mais um livro para não ler ou qualquer objeto que pareceria preencher uma falta interna apenas para o surgimento do próximo objeto de desejo.
Nesse sentido, não importa o tamanho: pode ser um chaveiro ou uma nova moto, um celular ou um apartamento com mais uma garagem para o mais novo carro, um esteira elétrica, um liquidificador, um vestido para aquela festa, um chinelo que todos usam, um colchão mais confortável, óculos 3D, aquilo que é melhor porque é mais caro, a roupa que é de qualidade porque tem uma etiqueta, comidas que vão estragar pelo prazo de validade e serão jogadas fora, tudo isso e muito mais para preencher uma necessidade imaginária.
O minimalismo, como disse, vai na contracorrente. Ao invés de acumular e acumular (vemos como temos coisas desnecessárias quando precisamos fazer uma mudança de casa), o minimalismo defende que as pessoas deveriam ter o mínimo. Dizendo desta forma pode parecer que perderíamos, certo?
Porém, para o minimalismo, o que perdermos é o peso psíquico de ter demais. Ao deixarmos tantas coisas irem embora (seja para o lixo, seja para doação, seja para venda para terceiros), ficamos mais leves, mais em paz, mais felizes.
A diferença com pensamentos religiosos de abandono total dos bens materiais, dos votos de pobreza, é que a pessoa que adota o minimalismo como filosofia de vida não precisa ter uma crença religiosa para fazê-lo. Ela apenas descobre que não precisa trabalhar mais para ter algo que não vai fazer a menor diferença em sua felicidade, ela não precisa se amontar em dívidas no cartão de crédito, ou ostentar bugigangas para pessoas que não importam.
Como aquele que diz que “Status é comprar coisas que você não quer, com o dinheiro que você não tem, a fim de mostrar para gente que você não gosta, uma pessoa que você não é”.
Bem, o minimalismo, portanto, é sobre ter menos, se desfazer do que já foi comprado e parar de comprar o desnecessário. Imagino que muitos podem pensar que é uma ideia legal, porém, muito difícil de ser colocada em prática.
Então, a sugestão dos minimalistas é a seguinte:
1) Perceba de uma vez por todas que não há uma relação de longo prazo entre a felicidade e a compra de um objeto novo. O objeto pode te dar uma alegria momentânea, mas não mais do que isso.
2) Comece dando uma olhada no seu guarda-roupa, nas suas gavetas, nos seus armários e separe tudo em três itens:
a) objetos que você não usa e nunca mais vai usar
b) objetos que você usa às vezes
c) objetos que você usa sempre e são úteis para você
Pegue os objetos classificados em a) e desfaça-se deles: vendendo ou doando para quem pode vir a utilizar estas coisas. Se for difícil para você se saber se vai usar ou não vai usar no futuro (critério b), volte a fazer a avaliação daqui a um mês. Se não tiver usado nem uma única vez, é provável que não use em 12 meses ou 12 anos.
3) Antes de comprar qualquer coisa nova, se pergunte:
a) Isto vai ser útil de verdade?
b) Isto é só para ter? Para satisfazer uma falta? Apenas por consumismo? Apenas porque está barato?
Se você responder sim para b) significa que você estará apenas adquirindo uma quinquilharia (tudo bem, pode ser bom, bonito e barato), mas se não for útil vai ser só mais uma coisa a se acumular a toa. Melhor seria poupar o dinheiro e fazer melhor uso dele.
4) Fique sempre atento para áreas de compras que podem ser particularmente tentadoras. Para uma pessoa, pode ser sapatos. Para outra, itens de cozinha. Para outra, pode ser tecnologia, livros, etc. A pergunta: isto vai ser útil ou é apenas consumismo deverá resolver a maior parte das dúvidas em novas compras.
Como diz Joshua Becker: “Tenha menos coisas. Aproveite a liberdade. É tão simples quanto isso”.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Enquete: criação de canal no youtube

Olá pessoal!!!

Hoje o post é um pouco diferente do habitual, não traz receita Dukan, nem reflexões, nem dicas de saúde ou diy.
O objetivo deste post é iniciar uma enquete sobre a ideia de criação de um canal no youtube do Para uma vida mais leve.
Se você é favorável, comente esse post.
Sua opinião é muito importante.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Você está cansado?

Cansaço emocional

O cansaço emocional é um esgotamento mental intenso, que resulta na falta de vontade e disposição para realizar as tarefas.
Você já se sentiu tão cansado a ponto de não ter energia nem para voltar para casa e descansar? Alguma vez já ficou tão irritado e angustiado que perdeu a vontade de cumprir seus compromissos e quis abandonar até as atividades que trazem prazer? Caso tenha se identificado com essas situações, você certamente está passando por um momento de cansaço emocional, também conhecido como esgotamento mental ou fadiga emocional.

Sintomas do cansaço emocional

– Cansaço persistente;
– Sono que não repara;
– Dificuldade de concentração;
– Falha de memória;
– Insônia ou excesso de sono;
– Perda de habilidades que antes eram naturais;
– Ansiedade;
– Irritabilidade e choro com facilidade;
– Desânimo e falta de prazer;
– Tristeza e angústia;
– Baixa resistência às doenças;
– Palpitações cardíacas;
– Problemas estomacais;
– Diminuição do desejo sexual.

Fatores que desencadeiam o cansaço emocional

A forma como lidamos com os problemas, frustrações e obrigações do dia a dia pode provocar um desgaste metabólico e mental tão grande que leva ao esgotamento. Veja algumas distorções que podem desencadear o cansaço emocional:

Excesso de responsabilidades

Você está com mais atividades do que pode assumir no momento. Isso pode acontecer porque você é muito centralizador e assume todas as tarefas e responsabilidades, ou porque você tem necessidade de fazer tudo para agradar os outros.
Dica para resolver o problema: respire fundo e peça ajuda às outras pessoas. Identifique quais atividades são prioridades e abra mão das outras, mesmo que temporariamente. Aprenda a falar não para os outros e sim para você.

Pressões psicológicas

Você é perfeccionista e se cobra demais. Qualquer pequena atividade se torna em um grande projeto para você e, por isso, acaba sobrecarregado. Você quer ser o melhor em todas as situações, coloca peso demais nas coisas e compete até com você mesmo. No fundo, você tem muita dificuldade em lidar com sua imperfeição.
Dica para resolver o problema: aprenda a lidar com seus erros. Você não precisa ser o melhor, precisa apenas dar o seu melhor de acordo com o contexto e com o que é realmente importante. Cobre-se menos e relaxe mais.

Desequilíbrio emocional

Você não tem controle sobre suas emoções e elas dominam sua vida. De uma hora para outra você muda de humor, tem crises de raiva, fica triste ou sente medos irreais que te paralisam. Você dá um sentido muito forte às situações da sua vida e lida com os problemas e frustrações de forma desproporcional, carregando mágoas passadas e se tornando vitima da sua história de vida.
Dica para resolver o problema: desenvolva sua Inteligência Emocional e autoconhecimento. É necessário conhecer a si mesmo e aprender a lidar com as emoções para ser uma pessoa equilibrada e em paz com você mesmo. Transforme suas dores em aprendizados e se livrar das mágoas, desenvolvendo a capacidade de lidar melhor com as frustrações.

Doenças físicas provocadas pelo cansado emocional

Quando você não cuida das emoções, as pressões psicológicas refletem em seu corpo, trazendo dores físicas que podem desencadear doenças mais sérias, como hipertensão arterial, arritmia, gastrite, úlcera, ansiedade, síndrome do pânico e depressão.
A Inteligência Emocional considera que as doenças físicas são uma forma de comunicação do emocional, indicando que algo não vai bem. As doenças resultantes do cansaço emocional não podem ser curadas enquanto suas causas não forem resolvidas.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Descubra a importância de ser um consumidor consciente

O brasileiro já sabe que atitudes cotidianas ligadas ao consumo devem ser tomadas. Agora, é hora de entender o porquê e colocá-las em prática

Atualmente, consumir mais do que se deve, sem pensar nos resultados – financeiros, ambientais e sociais – e no que isso pode acarretar, virou um problema para nós mesmos e para o próximo. Afinal, não dá mais para tomar um banho demorado sem pensar que a água está acabando, certo?
Um indicador inédito lançado hoje pelo SPC Brasil e pelo Portal  ‘Meu Bolso Feliz’  revela que, embora o brasileiro reconheça que as atitudes cotidianas ligadas ao consumo sejam importantes para a vida em sociedade, nem todos praticam, individualmente, essas atitudes e mais: apenas dois em cada dez brasileiros podem ser considerados consumidores plenamente conscientes.
O levantamento concluiu ainda que 7 em cada 10 brasileiros são consumidores em transição, ou seja, tem frequência entre 60 e 80 por cento nas atitudes e comportamentos adequados. Por isso, na hora de consumir bens e serviços,  além de tomar cuidado para as aquisições não pesarem no bolso, é importante pensar, também, nas implicações sociais e ambientais. “Os entrevistados demonstram uma visão relativamente limitada sobre o que é consumo consciente. Na prática, a grande maioria não tem o consumo sustentável  como prioridade em seu dia a dia”, afirma o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.
A partir desses resultados, o Portal Meu Bolso Feliz traçou o B-a-bá do consumidor consciente e listou dicas para colocar em prática ações que realmente fazem a diferença para a sociedade, o meio ambiente e o nosso bolso. “Mudanças simples de atitude podem fazer grande diferença, como planejar melhor as compras, diminuir o tempo no banho e aprender a utilizar de forma mais adequada aparelhos domésticos. Além de contribuir para a preservação do meio ambiente, o consumidor ainda garante uma boa economia”, lembra Marcela.
Porque ser um consumidor consciente
Atualmente,  usamos 25 por cento a mais de recursos que a natureza é capaz de repor. Assustador, certo? É preciso mudar urgentemente a maneira como consumimos e usamos os recursos naturais.
Segundo a pesquisa, falta de tempo, e a distração ou esquecimento são as principais justificativas para as pessoas não praticarem o consumo consciente. “Infelizmente nem todo mundo pensa na natureza ao usar racionalmente os recursos naturais. O que elas não levam em conta, no entanto, é a economia pessoal que o consumo consciente traz com ele. Economizar recursos é economizar dinheiro”, lembra Vignoli.
Comprando apenas o que se necessita e tomando decisões inteligentes, você reduz as demandas por recursos naturais, ajuda sua própria saúde financeira e ensina mais pessoas a pensar de forma consciente. “Eu sempre soube que era preciso fazer algo, mas nunca achei que pudesse fazer a diferença. Há 6 meses fui morar com meu namorado e meu estilo de vida mudou. Tive que apertar os cintos porque outras despesas apareceram e, junto a isso, foi necessário me adequar a vida dele, que já era muito mais consciente. Como mudanças práticas, passei a comprar menos roupas e usar a criatividade para me arrumar. Organizei um bazar para esvaziar os armários que diminuíram com a mudança e ganhei uma graninha extra. Além disso, passei a reciclar o lixo, compras apenas alimentos saudáveis e em menor quantidade para não jogar tanta coisa fora. Comecei a me preocupar com a conta de luz e água, diminuindo consideravelmente meus custos com isso, e sabe qual foi o resultado? Uma economia de quase 20 por cento no meu orçamento e 2,5 quilos a menos. Estou feliz e muito mais realizada”, conta Natália Batista, 28 anos.
Para fazer como Natália, o Portal Meu Bolso Feliz listou algumas atitudes simples que podem te transformar em um consumidor consciente:
Práticas financeiras
  • Planejar a compra de produtos mais caros, adquirindo somente se couberem no seu bolso e evitar compras parceladas, sobretudo se comprometerem seu rendimento mensal.
  • Tomar cuidado com promoções, afinal, sempre haverá boas oportunidades de preço. Se não tiver dinheiro não compre.
  • Priorizar a qualidade dos produtos e não as marcas famosas.
  • Emprestar e pedir emprestado ao invés de comprar.
  • Pensar muito bem antes de adquirir algo, não importa sua natureza (roupas, eletrônicos, bens de consumo).
  • Preferir produtos que durem mais e não os mais baratos.
  • Pesquisar muito bem os preços antes de adquirir um produto.
  • Não usar o cheque especial.
Práticas sociais
  • Saber se o produto pode ser reutilizado.
  • Evitar jogar alimentos fora.
  • Pensar no que tem em casa e qual o destino ideal para aquilo que não usa mais: doação, troca, reciclagem.
  • Não utilizar o carro quando for para algum lugar próximo.
  • Não recorrer à produtos pirata por causa do seu preço baixo.
  • Evitar imprimir muito papel.
  • Não comprar produtos de lojas ou empresas que adotam práticas prejudiciais ao meio ambiente ou à sociedade.
  • Incentivar a família e amigos a economizar e pechinchar nas compras.
Práticas ambientais
  • Lembrar que que álcool polui menos que a gasolina.
  • Reciclar o lixo doméstico para coleta seletiva.
  • Consumir frutas e verduras de época, pois são mais baratas e saudáveis.
  • Fechar a torneira enquanto escova os dentes.
  • Não lavar a casa ou calçada com mangueira.
  • Fechar a torneira enquanto ensaboa o corpo no banho.
  • Usar a máquina de lavar roupa na capacidade máxima.
  • Apagar as luzes de ambientes que não estão sendo utilizados.
  • Utilizar lâmpadas fluorescentes em casa.
  • Compartilhar o uso da TV entre os moradores da casa.
  • Retirar aparelhos elétricos das tomadas.
  • Incentivar outras pessoas a economizar água e luz.
Tomando algumas dessas atitudes, em pouco tempo, você terá uma vida mais leve, mais barata e terá recuperado sua saúde financeira e social. Vamos começar?

Texto escrito por Natália Chagas. Jornalista, com especialização em marketing e vasta experiência em revistas e portais de notícia. Foi editora de mídias digitais do grupo GR1 Editora e produziu conteúdo para diversas publicações do Grupo Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, entre outros.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Dica de leitura: "Por que engordamos e o que fazer para evitar"

Conversando com um colega do trabalho que adotou a dieta do mediterrâneo como parte de sua vida, identifiquei melhoras claras em sua forma física e especialmente em seu bom humor e disposição. Ele contou que um dos livros que fez ele repensar sua relação com a comida foi esse: "Por que engordamos e o que fazer para evitar", de Gary Taubes.

Ele é dividido em duas partes; A primeira parte o autor explica porque nāo é correto fazer dietas do tipo ingerir menos calorias do que calorias gastas. Na segunda parte, Gary Taubes explica que engordar ou “ser gordo” está associado diretamente às escolhas alimentares que fazemos.
Ainda estou lendo e estou encontrando nele diversas verdades, que muitas vezes passam despercebidas nesse nosso dia-a-dia corrido.
Recomendo essa leitura!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Consumir para viver ou viver para consumir?

Para refletir...
O que é Consumismo?
As definições oficiais associam a palavra consumismo ao ato de comprar, ressaltando a especialidade da ausência de necessidade por parte do comprador em grande parte das negociações. Isso quer dizer basicamente que a palavra consumismo, em suma, significa o ato de comprar muitas coisas que, em sua maioria, não são necessárias.

Qual é a diferença entre Consumo e Consumismo?
No consumo, o ato de comprar está diretamente relacionado à necessidade ou à sobrevivência. Já quando se trata de consumismo, essa relação está rompida, ou seja, a pessoa não precisa daquilo que está adquirindo. O consumismo está vinculado ao gasto em produtos sem utilidade imediata, supérfluos. Esse hábito vem sendo discutido por muitos autores em suas origens e dimensões. Alguns estudiosos apontam a importância da publicidade na construção da obsessão pelo ato de comprar. Outros autores destacam a vinculação histórica da possibilidade de compra à vida boa, riqueza, saúde. Isso quer dizer que ao longo dos anos, pessoas que tinham maior poder de compra eram consideradas melhores que pessoas com menor poder de compra.
Consumismo é doença?
Quando o ato de comprar está vinculado diretamente à ansiedade e à satisfação, podemos dizer que se trata de uma compulsão. Em alguns casos, isso pode representar grandes perdas em termos de relacionamento interpessoal e qualidade de vida. Para que seja considerado doentio, o consumismo precisa representar uma parcela significativa da vida e dos pensamentos da pessoa, de forma que sua saúde emocional, psicológica ou mesmo social e financeira estejam abaladas. Nesses casos, a cisão entre necessidade e motivação da compra é completa, ou seja, a pessoa definitivamente não precisa e, muitas vezes, nem se dá conta do que está comprando.

Quais são as origens dessa tendência consumista?
A origem da tendência de compulsão pelo ato de comprar tem suas origens na história da humanidade. Após os eventos da Revolução Industrial, os processos de produção e circulação de bens foram agilizados. Com o avanço da produção, houve um grande distanciamento das pessoas e do conhecimento em relação aos meios de produção. Para entender como isso se deu, basta pensar o quanto você conhece, por exemplo, dos processos de produção das coisas que você compra. Você sabe como são fabricados os produtos de higiene, alimentação, itens de decoração e outros? Conhece as formas de distribuição, importação e exportação? É justamente esse desconhecimento que historicamente foi denominado alienação. A alienação é a principal dimensão do consumismo, está na base da compra desvinculada da necessidade e do desconhecimento em relação ao valor de compra e de uso.
Ainda discutindo a história da tendência consumista, podemos destacar a vinculação da possibilidade de comprar ao poder, já que, por muitos anos, o consumo era privilégio de classes mais ricas. Com o desenvolvimento econômico, da produção e da publicidade, as distâncias foram sendo diminuídas. O que se pode perceber na atualidade é um nivelamento de desejos: crianças pobres e ricas querem os mesmos brinquedos, adultos de classes sociais distintas têm as mesmas vontades, reforçadas pelos modelos e padrões de vida apresentados pela mídia, como os gostos e hábitos de celebridades.
A criação e valorização social de padrões de comportamento é outra dimensão importante do consumismo. Para atingir o padrão de sucesso e boa vida, inúmeras pessoas investem seus esforços para adquirir bens que não necessitam.
Texto de: Juliana Spinelli Ferrari (publicado na íntegra aqui)